segunda-feira, 31 de agosto de 2009

E o final de semana passou...

É, o final de semana passou, e passou como um furacão, rápido e destruidor, rs! Isso tudo porque consegui a proeza de realizar uma barbeiragem imensa e acabei arranhando meu carrinho... Mas tudo bem, tudo de bom que aconteceu no fim de semana compensa isso, e afinal de contas, agora isso é problema do seguro, não meu.

Mas então, depois de toda a angústia descrita no post anterior, eu finalmente desembarquei. E daí já comecei a recuperar o tempo perdido, tomei umas cervejas, revi minha namorada, meu pai, meus amigos.

Sábado de manhã, já na correria do batizado, fomos a Niterói para enfim realizar esta etapa do processo. A cerimônia foi linda, emocionante em algumas partes, e pra variar, minha afilhada estava lindona! Muito fofa! Quase foi afogada em determinado momento, mas tudo passou bem. Saindo de lá, tudo bom, tudo bem e tal, me dou uma ré mal dada demais e acerto o carro de um rapaz bem tranquilo, que só estava ali esperando o sinal abrir, coitado... Mas não me deixei abalar, mantive o bom humor e fui almoçar com a família querida da Júlia.

No Domingo, ainda deu tempo de curtir uma praia, almoçar com os amigos e curtir a família da namorada no que foi o destaque do final de semana, só sucesso! Isso tudo porque minha cunhada e seu marido, chiques que são, abriram uma empresa e participaram de uma feira de noivas, muito importante. Todos ajudaram, à sua maneira, e o evento foi um sucesso, sucesso esse comemorado na Pizzaria Guanabara. E aí, e aí acabou galera, foi-se mais um final de semana...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Angústia...

Esse final de semana acontece um dos momentos mais importantes da minha vida. E o pior, é que até agora não sei se vou estar presente, explico. Sábado será realizado o batizado da minha afilhada, Júlia, e até agora eu estou embarcado. Preso aqui neste FPSO.

Quando me chamaram pra embarcar dessa vez, eu já tinha avisado da data do batizado e consegui programar o meu desembarque para quinta-feira. Como o batizado é só sábado, eu pensei, estou tranquilo.

O problema é que o tempo em Vitória resolveu não cooperar. Os voos de quarta-feira foram cancelados e tranferidos para quinta de manhã, passando os voos de quinta para a tarde. Na quinta o tempo voltou a atrapalhar e somente um voo foi realizado, o adiado de quarta. Com isso, ficamos com os dois voos de quinta pra sexta e mais o voo de sexta. Uma beleza! Para ajudar a gente nisso, a Shell resolve fazer uma auditoria no helicóptero.

Não ligo de perder aniversários, datas comemorativas, feriado ou dias santo, quando entrei para o meu emprego, sabia que isso aconteceria, mas não dessa forma. Tudo foi organizado bem direitinho, mas ainda não sei se dará certo. Depois de tanto tempo esperando, Júlia já tem um ano e três meses, programando, conversando...

Conclusão, aqui estou eu, ainda embarcado, nervoso, estressado e muito chateado. Mas ainda não perdi as esperanças, continuo torcendo pra dar tudo certo e eu chegar ao Rio ainda hoje.
Seja o que Deus quiser...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Fanático por Esportes

Nascemos em um país que é considerado o país do futebol, vivemos, nesta década, um domínio indiscutível do Brasil no volei, até hoje sonhamos com Ayrton Senna e torcemos por Felipe Massa na F-1. É inegável que os esportes fazem parte da nossa vida. Mas falando particularmente da minha vida, eles fazem uma boa parte dela. Não só faz parte da minha vida pessoal, como fez da minha vida profissional também. E com isso, me tornei um fanático por esporte assumido.

Na infâcia, o fato de morar perto do Maracanã me fez virar torcedor do flamengo, a única torcida que eu ouvia lá da varanda da minha casa. O fato dos meus pais serem botafoguenses me arrastava um pouco para esse lado, o fato de Marcelinho Carioca ter saído do Flamengo e ter ido pro Corinthinas me levou a gostar deste time também. Mas sempre disse, e repito, sou Flamengo. não sou intolerante como muitos, não sou iludido como muitos, não sou exagerado com muitos, mas sou Flamengo, do jeito Tomás de ser, mais racional do que emocional, mas sou Flamengo.

O futebol sempre fez parte da minha vida, seja no play do prédio com os amigos, na escolinha de futebol, no time do CEFET e até no "meio" campeonato estadual que cheguei a disputar de futsal. Melhor fase da vida sem dúvida, jogava bola de terça a domingo, sinto muita falta disso. Não bastasse futebol, ainda me aventurei no handball, volei, surf e tive até uma participação honrosa no atletismo.

Mas aí, eu só falo do que eu pratiquei, se eu for falar dos que eu sei as regras, dos que eu vejo na TV, dos que eu acompanhei em algum momento da minha vida, a lista vai ficar grande, e bem grande! Inclua cricket e baseball entre os mais estranhos.O fato de ter trabalhado na Globosat me deixou muito próximo ao Sportv, e aí não tem jeito, é esporte pra todo lado. Acompanhei campeonatos estaduais dos quatro cantos do país e as séries A e B do Brasileirão, mas isso é de praxe! Os esportes radicais que passam no Zona de Impacto eram quase todos recebidos pela central técnica, o que me inclui, então de surf à paraquedas, snowboard à motocross e etc.

Não tenho como negar, e nem quero, sou fanático por esportes, seja ele qual for, corrida de chapinha, cuspe a distância ou até mesmo o memorável Concurso de salta em distância de quem pula mais longe de quem pula do Pedra de Itaúna, realizado nas areias da praia da reserva durante umas férias escolares inesquecíveis. E como dizem, Esporte é Saúde!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Offshore brabo!

Quando alguém diz que trabalha embarcado, as pessoas não tem a mínima idéia do que seja isso. Mesmo agora que as profissões offshore se tornaram comuns, só sabe o que é isso quem trabalha. Muitos dizem que ficaremos milhonários e que temos muitos dias à toa, mas não é bem assim que a banda toca.

Como tudo na vida, trabalhar embarcado tem pontos positivos e negativos. O salário é acrescido de um bom "bônus" por causa do nível de perigo que a sua vida corre, mas todos julgam esse ponto positivo. Além disso temos os nossos dias de folga após cada embarque, e a oportunidade de realizar operações e ver coisas que só o offshore consegue, e esse é meu objetivo principal aqui. E esse será o ponto de destaque no futuro. Do lado negativo vem o confinamento, duas semanas longe de tudo, longe de todos, no meio do mar; vem também a perda dos finais de semana, feriados, dias santo e datas comemorativas. Não é fácil, das duas uma, ou o psicológico é forte suficiente pra aguentar o tranco, ou você é louco o suficiente pra aguentar o tranco.

Mas, falando de um lado mais sentimental da coisa, é impressionante o quanto o confinamento, a distância, influenciam na sua vida. Eles têm a capacidade de te mostrar o quanto pequenas coisas são importantes, eles nos fazem valorizar coisas que nem perceberíamos antes disso. O tempo que você tem sózinho, solitário, pensativo e até mesmo os perrengues que se passa em situações de emergência (o adiconal de periculosidade no salário não é à toa) te dão a chance de rever muitos conceitos. Valorizar a vida, a família, os amigos, o amor, valorizar tudo o que você tem, seja o que Deus te deu ou o que você conquistou, tem que ser valorizado! Tudo isso te mostra o quanto você é pequeno, o quanto você é parte e não todo.

E, valorizando tudo isso, você reflete, você quer ser uma pessoa melhor a cada dia, você quer ainda mais realizar seus sonhos, você quer viver intensamente porque sabe que daqui a pouco se afastará de novo. Mas a volta é triunfal, a saudade de todos te deixa contente por um momento, é bom saber que as pessoas sentem a sua falta e você tem mais do que certeza que sente falta deles também. Então aqui fica um abraço e um beijo saudoso, porque eu já estou embarcado a 10 dias.

sábado, 22 de agosto de 2009

O orgulho de ser carioca!


É inegável que a maioria das pessoas que nasceram e/ou moram no Rio de Janeiro tem um orgulho tremendo de ser carioca. É o orgulho do jeito despojado, da cervejinha na praia e/ou depois da praia, orgulho do encanto das mulheres brasileiras pelos homens cariocas, encanto dos homens brasileiros pelas lindas mulheres cariocas. Orgulho das belezas naturais com os quais nossa cidade nos presenteia a cada despertar. Orgulho de belezas não-naturais também.

E que belezas, hein?!?! Cristo Redentor, Pão de Açúcar, Baía de Guanabara, Copacabana, Pedra da Gávea, Floresta da Tijuca, Restinga da Marambaia, isso tudo sem falar do Maracanã, o maior estádio do mundo, Santos Dumont, o aeroporto mais simpático do mundo, e Niemeyer a avenida com a mais bela vista do mundo! Todos os cariocas tem muito orgulho disso!

Muitos vão perguntar e os problemas? Os cariocas tem orgulho de seus problemas? Não, é claro que não. E por isso eu escrevo hoje, todo o orgulho carioca descrito nos primeiros parágrafos estão sendo levados pelos problemas. Estão sendo arrancados dos cariocas a cada lixo, a cada assalto, a cada falcatrua.
Temos que não só nos orgulhar de nossa cidade, mas também fazer com que outras pessoas, de todo lugar se orgulhem do Rio de Janeiro. Não podemos deixar que políticos corruptos, que policiais corruptos, que pessoas corruptas destruam tudo o que a nossa cidade nos dá. Chegou a hora das pessoas de bem se unirem para regastar e fazer despertar o orgulho carioca na população. Vamos fazer a nossa parte no dia a dia, na eleição, na blitz, na noitada. Vamos fazer a nossa parte!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Amizade...

Considerada por mim a coisa mais importante desse mundo, a amizade é cada vez mais valorizada pelas pessoas. Se ainda não é, deveria. Até para os mais matearilistas e menos sentimentais, a amizade facilita, e muito, as coisas. Mas essa não é sua principal característica, a amizade tem o dom de pacificar, de unir e de manter unido. Uma pessoa que tem amigos tem todo o necessário para uma vida.
A enfâse deste post é na verdade as amizades que ficaram. Sabe quando você chega a conclusão de que não gerenciou suas amizades como deveria? Perdeu contato com aquele grande amigo que você tinha na escolinha. Já não sabe mais notícias do seu melhor amigo do primeiro grau. Pois é, mas quando você chegou a essa conclusão já tinha terminado a faculdade e de repente ficou tarde demais.
Com tantos sites de relacionamento e redes de amizade, ainda assim o contato é superficial, nada é como antes. Talvez isso seja a vida, simplesmente é do jeito que é. Mas e a vontade de lutar contra isso? E a vontade de tentar manter os contatos o máximo possível, de ter sempre perto de você ou ao alcance de uma ligação aquele grande amigo?

Às vezes, só gostar da pessoa não resolve. Às vezes, ela está ali quando você a procura, mas ela não te procura. Cadê a mão dupla que deve existir em toda relação? Quebrou-se, e aí não adianta, não é amizade, mesmo que um dia tenha sido, hoje não é mais. Isso sem contar com as amizades que vão se perdendo por pura e simples falta de maturidade, aquela que você perdeu por um beijo só numa menininha, ou até aquela que você perdeu por um beijo na que seria a mulher da sua vida. Não importa o motivo, a amizade nunca será a mesma.

Acho que quando se chega a conclusão de que já se perdeu amigos demais por motivos estúpidos demais, é hora de prestar mais atenção, ficar mais atento aos amigos. Alguém sem amigos é alguém sem tudo, isso mesmo, sem tudo. E eu não serei assim, eu valorizo meus amigos e tento fazer com que eles saibam disso o suficiente para mantermos unidos, para sabermos que o sentimento existe e é forte.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Na saída, deixem o lixo na lixeira.

Capítulo de estréia, pontapé inicial, primeiro óleo. Tudo isso para representar o frio na barriga que estou sentindo para escrever o meu primeiro post. Pra quem já é de casa, escrever um novo post não significa nada, mas pra mim não é bem assim. Aliás, o primeiro post já chega mostrando uma de minhas características que quero deixar pra trás: A mega importância dada ao pensamento alheio.

A minha primeira idéia de ter um blog não surgiu hoje, mas lendo o blog de um amiga, percebi que estava precisando disso pra mim. Um espaço para expor minhas idéias e contar histórias. E chega de enrolação.

A história de hoje é verídica e demonstra o quanto ainda estamos atrasados, o quanto precisamos evoluir. As pessoas sempre reclamam, é o que mais fazem. Mas na hora em que elas precisam mostrar que são diferentes, que são melhores do que o resto do qual elas vivem reclamando, pronto. Nada! Simplesmente não o fazem.

Na época eu estudava no CEFET, acho que ainda estava no curso técnico, sempre voltava pra casa de ônibus, aquela maravilha de 234. Sempre cheio, era difícil conseguir um lugar sentando, ainda mais na janela, mas naquele dia eu consegui. Ao meu lado uma mulher com uma criança no colo que ia se deliciando com um achocolatado qualquer, desses de caixinha.
Sempre voltava cansado da escola e como a "viagem" durava não menos de 1 hora e meia, eu sempre ia dormindo. Nesse dia, por acaso, eu estava acordado. Qual não é a minha surpresa quando a criança acaba de tomar o seu nescauzinho e mãe vira pra mim e diz: "Você pode jogar fora pra mim?", eu respondo educadamente: "Claro que posso, mas aonde?", a mãe, sem perceber dispara: "Pela janela mesmo." e eu finalmente respondo: "Não minha senhora, pela janela não, mas pode deixar que quando eu descer eu jogo no LIXO pra você."
Imaginem vocês o que não passou na minha cabeça naquele momento. São essas pessoas que dali a 5 minutos estão reclamando da vida, estão reclamando de qualquer coisa, estão reclamando de tudo! Mas na hora da verdade, na hora "h", taí a demonstração de que nós precisamos evoluir muito ainda.
Tenho certeza de que isso não foi um fato isolado, só espero que na próxima vez ela pense duas vezes antes de jogar o lixo na rua ou até mesmo de pedir que alguém o faça.

Inúmeras vezes a gente pode observar pessoas com esse tipo de comportamento, jogam lixo como se a rua inteira fosse um lixo. Jogam cigarro pela janela do carro, resto de comida, jogam de tudo. E sabe o que é pior? Junto com este comportamento lamentável, quase sempre vem uma desculpa. "Não tem lixeira na rua", "Não vou tirar o emprego do gari", coisas banais, coisas boçais. Coisa de gente pequena, e quando eu falo pequena eu não estou me referindo à altura não.
Uma cidade tão maravilhosa como a nossa, abençoada por belezas naturais e que já tem tantos outros problemas não precisa conviver com isso. Não precisamos nem usar os turistas como desculpa pra ter a cidade limpa, afinal, somos nós os moradores, mais do que os turistas, que merecemos ela limpa. Se cada um de nó fizer a sua parte, mesmo que às vezes demore a encontrar a lixeira, mesmo que às vezes o lixo seja pouco e pequeno, se fizermos a nossa parte estaremos começando a mudar um pouco as coisas. E se mudar ja é bom, imagine quando se muda pra melhor.